Calculadora de IMC Infantil
Veja o percentil e o escore-z do IMC do seu filho nas curvas da OMS, com a classificação do Ministério da Saúde.
Resultado
Eutrofia
percentil 49O que significa eutrofia
Entre 100 crianças da mesma idade e do mesmo sexo, cerca de 49 têm IMC menor que o dele. O Ministério da Saúde classifica esta faixa (percentil 3 a 85) como eutrofia.
Um ponto isolado não faz diagnóstico: o que o pediatra acompanha é a trajetória, consulta a consulta, na Caderneta da Criança.
Os números
IMC
15,50 kg/m²
a mediana para esta idade é 15,54Escore-z
-0,03
desvios-padrão em relação à medianaIdade na medição
7 anos e 3 meses
2.649 dias de vidaCurva usada
OMS 2007
referência de 5 a 19 anosOnde ele está na curva
Carregando gráfico…
As linhas são os cortes da OMS para o sexo informado: abaixo de −2 é magreza, acima de +1 começa o excesso de peso. O gráfico mostra dois anos para cada lado da idade.
A tabela desta idade
| Classificação | Escore-z | IMC (kg/m²) | Peso nesta altura |
|---|---|---|---|
| Magreza acentuada | menor que −3 | abaixo de 12,28 | abaixo de 19,8 kg |
| Magreza | −3 a −2 | 12,28 a 13,18 | 19,8 a 21,3 kg |
| Eutrofia | −2 a +1 | 13,18 a 17,14 | 21,3 a 27,7 kg |
| Sobrepeso | +1 a +2 | 17,14 a 19,17 | 27,7 a 30,9 kg |
| Obesidade | +2 a +3 | 19,17 a 21,86 | 30,9 a 35,3 kg |
| Obesidade grave | maior que +3 | acima de 21,86 | acima de 35,3 kg |
A coluna de peso é o que cada faixa representaria na altura informada hoje. Ela muda a cada centímetro que a criança cresce — serve para dar tamanho ao número, não como meta.
Fonte: curvas de IMC-por-idade da Organização Mundial da Saúde (padrão de 2006 até os 5 anos, referência de 2007 dos 5 aos 19) e quadro de classificação dos Protocolos do SISVAN, do Ministério da Saúde. O escore-z sai do método LMS, com a correção de cauda que a própria OMS determina.
Esta ferramenta não diagnostica nada e não substitui a consulta com o pediatra.
O número do IMC, sozinho, não diz nada sobre uma criança
Num adulto, 24 kg/m² é peso normal e 31 é obesidade, e isso vale aos 25 ou aos 60 anos. Em criança não funciona assim: aos 6 meses o IMC médio é de quase 17 kg/m², aos 6 anos cai para perto de 15 e aos 19 volta a passar de 22. O mesmo 17 kg/m² é um bebê no meio da curva e um adolescente de 15 anos abaixo do peso.
Por isso a avaliação de crianças e adolescentes compara o IMC com o de outras crianças da mesma idade e do mesmo sexo, em curvas construídas para isso. O resultado vem como percentil (a posição em cada 100 crianças) ou como escore-z (a distância até a mediana, em desvios-padrão). É o que esta ferramenta calcula, com as curvas da Organização Mundial da Saúde e a classificação que o Ministério da Saúde adota no Brasil.
Como calculamos
- A idade em dias. Contamos os dias de calendário entre o nascimento e a medição. Em quem nasceu prematuro, descontamos as semanas que faltaram para as 40 — a idade corrigida — até os 3 anos de idade de vida.
- O IMC. Peso em quilos dividido pela altura em metros ao quadrado, a mesma fórmula de sempre. Até os 2 anos a curva pressupõe o comprimento medido com a criança deitada; a partir daí, a estatura em pé. Quando a posição informada não é a que a idade pressupõe, convertemos a medida em 0,7 cm antes de calcular, como a própria OMS manda.
- O escore-z. Cada idade tem três parâmetros ajustados pela OMS — L, M e S — e o escore-z sai deles pelo método LMS. Acima de +3 e abaixo de −3 aplicamos a correção de cauda que a OMS determina para os indicadores de peso: sem ela, os próprios pontos de corte publicados pela organização deixam de bater.
- O percentil. É a tradução do escore-z para a distribuição normal. A OMS só reporta percentil entre −3 e +3 escores-z, ou seja do percentil 0,1 ao 99,9; fora disso a ferramenta diz "acima de 99,9" em vez de inventar um número.
- A classificação. Vem do quadro dos Protocolos do SISVAN, do Ministério da Saúde — e ele muda aos 5 anos.
O quadro do Ministério da Saúde, na íntegra
Repare na diferença entre as duas colunas: a mesma distância da mediana tem nomes diferentes antes e depois dos 5 anos. Não é inconsistência — são duas curvas com histórias diferentes, e o Ministério acompanha a troca.
| Escore-z | Percentil | 0 a 5 anos | 5 a 19 anos |
|---|---|---|---|
| menor que −3 | abaixo do percentil 0,1 | Magreza acentuada | Magreza acentuada |
| −3 a −2 | percentil 0,1 a 3 | Magreza | Magreza |
| −2 a +1 | percentil 3 a 85 | Eutrofia | Eutrofia |
| +1 a +2 | percentil 85 a 97 | Risco de sobrepeso | Sobrepeso |
| +2 a +3 | percentil 97 a 99,9 | Sobrepeso | Obesidade |
| maior que +3 | acima do percentil 99,9 | Obesidade | Obesidade grave |
Duas curvas, dois degraus — e não escondemos nenhum
A OMS publica duas coisas diferentes. Até os 5 anos, o WHO Child Growth Standards de 2006, que é um padrão: foi construído com crianças criadas em boas condições de saúde e alimentação, e descreve como uma criança deveria crescer. Dos 5 aos 19 anos, a Growth Reference de 2007, que é uma referência: descreve como uma população cresceu. Todo padrão é uma referência, mas nem toda referência é um padrão.
Como são construções diferentes, elas não se encontram exatamente no ponto de emenda. No último dia da curva de 2006 a mediana dos meninos é 15,18 kg/m² e no primeiro dia da de 2007 é 15,26 — um degrau de 0,08 kg/m², que muda o escore-z em até 0,15. Nas meninas o degrau existe e vai no sentido contrário. Há um segundo degrau, maior, aos 2 anos: a OMS troca o comprimento deitado pela estatura em pé, e os 0,7 cm de diferença movem a mediana em 0,28 kg/m².
Nós não suavizamos nenhum dos dois. É o que o SISVAN determina, é o que o software oficial da OMS faz, e alisar a transição significaria inventar um número que não está em fonte nenhuma. Quando a criança está a menos de três meses de uma emenda, a ferramenta avisa.
Premissas e limites
- A grade de dados é derivada, não é a tabela inteira. A OMS publica a curva de 0 a 5 anos dia a dia, com 1.857 linhas por sexo. Guardamos pontos escolhidos — semanais nos 6 primeiros meses, mensais depois, mais os dois pares das emendas — e interpolamos entre eles. Medido contra a tabela completa, o erro máximo é de 0,009 escore-z, e a classificação muda em degraus de 1 escore-z inteiro.
- De 5 a 19 anos, interpolamos entre meses. Nessa faixa a OMS só publica valores mensais. O software oficial usa o mês completo; nós interpolamos, o que evita um degrau artificial a cada aniversário mensal. A diferença entre os dois métodos não passa de 0,044 escore-z.
- Idade corrigida até os 3 anos. O manual da SBP dá dois prazos, por finalidade: 2 anos no capítulo de desenvolvimento e 3 anos no de crescimento. IMC por idade é crescimento, então adotamos 3 anos — e mostramos o que a idade cronológica diria.
- A coluna de peso da tabela é ilustrativa. Ela traduz cada faixa de IMC para quilos na altura informada hoje. Muda a cada centímetro que a criança cresce, e serve para dar tamanho ao número, nunca como meta de peso.
- A faixa vai de 0 a 19 anos. Acima disso não há curva da OMS, e a leitura passa a ser a de adulto.
O que esta ferramenta NÃO faz
- Não diagnostica. Ela posiciona um IMC numa curva populacional. Diagnóstico nutricional é ato médico.
- Não acompanha a trajetória. É o ponto de hoje, não a curva do seu filho ao longo do tempo — que é justamente o que o pediatra olha na Caderneta da Criança.
- Não considera puberdade, composição corporal nem histórico familiar. Um adolescente muito musculoso pode ter IMC alto sem excesso de gordura.
- Não recomenda dieta, restrição alimentar nem meta de peso.
- Não calcula peso-para-idade, estatura-para-idade nem peso-para-estatura, que são os outros índices que a caderneta acompanha.
Fontes
- OMS — WHO Child Growth Standards (2006): BMI-for-age, tabelas de 0 a 5 anos, dia a dia
- OMS — Growth reference data for 5-19 years (2007): BMI-for-age
- OMS — Computation of centiles and z-scores for height-for-age, weight-for-age and BMI-for-age (o método LMS e a correção de cauda)
- Ministério da Saúde — Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) na assistência à saúde, 2008 (quadros de valores críticos)
- Ministério da Saúde — Parâmetros para avaliação nutricional (SISVAN)
- SBP — Manual de seguimento ambulatorial do prematuro de risco (idade corrigida até 3 anos para crescimento)
Perguntas frequentes
Porque criança muda de corpo o tempo todo. Um IMC de 17 é magreza num adolescente de 17 anos e é obesidade num bebê de 6 meses — o mesmo número, dois resultados opostos. Por isso não existe um valor fixo: o IMC da criança é comparado com o de outras crianças da mesma idade e do mesmo sexo, nas curvas da Organização Mundial da Saúde. As faixas de adulto (18,5 e 25 kg/m²) só passam a valer aos 19 anos.
São duas formas de dizer a mesma coisa. O percentil responde "de cada 100 crianças da mesma idade e sexo, quantas têm IMC menor que o dele?" — percentil 60 significa 60. O escore-z mede a mesma distância em desvios-padrão a partir da mediana: 0 é exatamente a mediana, +1 é o percentil 85, +2 é o percentil 97. O percentil é mais fácil de entender; o escore-z é o que o pediatra usa e o que o Ministério da Saúde adota para classificar.
Ele está na faixa que o Ministério da Saúde chama de sobrepeso a partir dos 5 anos, e de risco de sobrepeso antes disso. Mas um ponto isolado não faz diagnóstico: o pediatra olha a trajetória (se a criança vinha no percentil 50 e subiu, ou se sempre esteve ali), o histórico familiar, a fase da puberdade e os hábitos. Leve o número à consulta em vez de mudar a alimentação por conta própria.
Porque as curvas mudam. Até os 5 anos a OMS usa o padrão de 2006, construído com crianças criadas em condições ideais — é como elas deveriam crescer. Dos 5 aos 19 usa a referência de 2007, que descreve como uma população cresceu. O quadro do Ministério da Saúde acompanha essa troca: entre +1 e +2 escores-z, antes dos 5 anos o nome é "risco de sobrepeso"; depois, já é "sobrepeso". Acima de +3, antes é "obesidade" e depois, "obesidade grave".
Usamos a idade corrigida: descontamos da idade de vida as semanas que faltaram para as 40. Um bebê que nasceu com 32 semanas tem 8 semanas descontadas. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda corrigir até os 3 anos quando se avalia crescimento (peso, estatura e IMC). Basta informar as semanas de gestação ao nascer — a ferramenta mostra qual idade usou e o que a idade cronológica diria.
Não. As curvas de IMC por idade da OMS terminam aos 19 anos, e é ali que a leitura passa a ser a de adulto. A partir dessa idade use a calculadora de IMC comum, que aplica as faixas de 18,5, 25 e 30 kg/m².
Aviso de saúde
Esta ferramenta é educativa. Ela compara o IMC de uma criança ou adolescente com curvas populacionais de referência e não faz diagnóstico nutricional, não avalia a saúde de ninguém e não substitui a consulta com o pediatra. Um resultado fora da eutrofia não é um veredito: um único ponto não descreve o crescimento, e é a trajetória ao longo das consultas que o médico avalia, junto com histórico familiar, puberdade, hábitos e exame clínico. Não use este número para iniciar dieta, restrição alimentar ou qualquer mudança na alimentação por conta própria — leve-o à próxima consulta.
A partir dos 19 anos, a Calculadora de IMC aplica as faixas de adulto. Para bebês, a Calculadora de Idade do Bebê mostra a idade em meses e a idade corrigida do prematuro, e o ganho de peso na gravidez acompanha a gestação pelas curvas brasileiras.