Validador de CPF e CNPJ
Confira o dígito verificador de CPF e de CNPJ (inclusive alfanumérico) e veja o cálculo passo a passo.
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Como validamos o CPF e o CNPJ
Todo CPF e todo CNPJ terminam em dois dígitos verificadores: um par de números calculado a partir das posições anteriores para que um erro de digitação seja percebido na hora, sem consultar nenhum cadastro. A conta é a mesma nos dois documentos — o módulo 11 — e muda apenas no tamanho da base e nos pesos. A calculadora mostra cada passo: valor de cada caractere, peso, produto, soma, resto da divisão por 11 e o dígito resultante.
CPF: 9 dígitos de base e 2 verificadores
- 1º dígito: multiplique os 9 primeiros dígitos pelos pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, some tudo e divida por 11. Se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0; caso contrário, é 11 menos o resto.
- 2º dígito: repita a conta com 10 dígitos (os 9 originais mais o 1º verificador) e os pesos 11 a 2.
Exemplo: em 529.982.247-25, a soma ponderada dos nove primeiros dígitos dá 295; 295 dividido por 11 deixa resto 9, e 11 − 9 = 2 (o primeiro verificador). Com o 2 no fim, a nova soma dá 347, resto 6, e 11 − 6 = 5 (o segundo). Por isso o número termina em 25.
CNPJ: 12 posições de base e 2 verificadores
Desde julho de 2026 o CNPJ pode ter letras. A Receita Federal publicou o manual do cálculo, e a regra vale igualmente para o formato antigo e para o novo:
- Valor de cada caractere: o código ASCII menos 48. Números continuam valendo eles mesmos (0 vale 0, 9 vale 9) e as letras seguem a partir daí: A = 17, B = 18, C = 19, até Z = 42.
- Pesos: de 2 a 9 da direita para a esquerda, recomeçando depois do oitavo caractere. Nas 12 posições da base: 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
- Módulo 11: some os produtos, divida por 11; resto 0 ou 1 resulta em dígito 0, senão o dígito é 11 menos o resto.
- 2º dígito: acrescente o 1º verificador ao fim, formando 13 caracteres, e repita com os pesos 6, 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
O exemplo do próprio manual da Receita é 12ABC34501DE: a soma dá 459, resto 8, primeiro dígito 3; com o 3 no fim, a soma dá 424, resto 6, segundo dígito 5. O número final é 12.ABC.345/01DE-35. Como o algoritmo é retrocompatível, a mesma conta valida 33.000.167/0001-01 e qualquer CNPJ emitido antes da mudança.
O primeiro CNPJ alfanumérico do país foi emitido em 31 de julho de 2026: 00.000.000/E08G-12, de uma filial do Banco do Brasil. Vale como teste da sua implementação — e do nosso validador: a soma do primeiro dígito dá 175 (resto 10, dígito 1) e a do segundo, 229 (resto 9, dígito 2).
Por que 111.111.111-11 é recusado
Sequências com todos os dígitos iguais passam no módulo 11 — não é um bug do validador, é uma propriedade da conta: a soma ponderada de nove dígitos iguais deixa resto 11 − d, e 11 − (11 − d) devolve o próprio d. O mesmo vale para 00.000.000/0000-00, cuja soma é zero. Como esses números nunca são emitidos pela Receita Federal e são o preenchimento clássico de formulário abandonado, todo validador sério os recusa por convenção, e é o que fazemos aqui.
O que o 9º dígito do CPF diz
A Receita Federal se organiza em dez Regiões Fiscais, e o nono dígito do CPF corresponde à Região Fiscal do endereço informado no cadastramento inicial — não ao local de nascimento nem ao endereço atual de quem tem o documento.
| 9º dígito | Região Fiscal | Estados |
|---|---|---|
| 1 | 1ª | Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins |
| 2 | 2ª | Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima |
| 3 | 3ª | Ceará, Maranhão e Piauí |
| 4 | 4ª | Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas |
| 5 | 5ª | Bahia e Sergipe |
| 6 | 6ª | Minas Gerais |
| 7 | 7ª | Rio de Janeiro e Espírito Santo |
| 8 | 8ª | São Paulo |
| 9 | 9ª | Paraná e Santa Catarina |
| 0 | 10ª | Rio Grande do Sul |
Válido não é o mesmo que existente
Esta ferramenta confere a matemática do número. Ela não consulta a base da Receita Federal e, por isso, não sabe dizer se o CPF existe, a quem pertence, se está regular, suspenso ou cancelado, nem se o CNPJ está ativo, baixado ou inapto. Para a situação cadastral, use os serviços oficiais da Receita Federal. Na prática, um validador como este serve para barrar erro de digitação antes de mandar o número para o servidor.
Premissas e limites
- Nada sai do seu navegador: o cálculo roda no seu dispositivo; o número digitado não é enviado nem armazenado.
- CNPJ alfanumérico: aceitamos letras de A a Z (sem acento, sem cedilha) nas 12 primeiras posições; os dois dígitos verificadores continuam numéricos. Letras minúsculas são convertidas para maiúsculas.
- Fonte do CNPJ: manual de cálculo do DV publicado pela Receita Federal, em parceria com o Serpro, e IN RFB nº 2.229/2024.
- Fonte do CPF: a Receita Federal não publica um manual do dígito verificador do CPF equivalente ao do CNPJ. Usamos o algoritmo público de módulo 11 com pesos 10→2 e 11→2, o mesmo adotado por bancos, ERPs e órgãos públicos, conferido nos nossos testes dígito a dígito.
- Não validamos outros documentos (CNH, título de eleitor, PIS/NIT, inscrição estadual) nesta versão.
Perguntas frequentes
Aviso importante
O resultado indica apenas se o número satisfaz a regra do dígito verificador. Ele não comprova a existência, a titularidade ou a situação cadastral do CPF ou do CNPJ, e não substitui a consulta aos sistemas oficiais da Receita Federal. Use documentos de terceiros apenas quando você tiver base legal para isso (LGPD, Lei 13.709/2018).
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